quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Meus pré-preparativos


Bom, muuuito tempo depois, cá estou novamente com mais novidades do que nunca!

Poxa, tanta coisa aconteceu nestes meses que nem sei por onde começar, mas vamos lá...

Depois que saí do Itaú eu precisava de uma agência para me ajudar a realizar meu plano de ser Au Pair, então vou acabar resumindo que a primeira agência que fui cobrava muitas taxas e acabou ficando mais caro do que eu previa, então decidi ir com a agência irmã do English Camp, a SIS Intercâmbio. Normalmente eu não faria propaganda da agência aqui, mas como fui bem atendida pela Vanda e o pessoal de lá, não custa nada dizer que o serviço é bom!


Depois de decidida a agência eu precisava cumprir os requisitos mínimos para poder participar do programa, o que incluía umas 800 horas (ou mais, nem me lembro) de experiência com crianças. Eu não tenho mais crianças na família, e aí, como fazer?

Bom, eu não estava de todo perdida, pois o Marcos, meu namorado, tem 3 sobrinhas (uma de uns 4 meses, outra 3 e outra de 5, na época) então uma certa experiência com as Gremlins eu já tinha (brincadeira, elas são uns amores!). Mas eu precisava algo para todos os dias, então decidi procurar nas escolinhas perto de casa.

Na segunda tentativa eu consegui uma entrevista no Castelo Forte, uma escola primária e berçário perto de casa que eu passava todo dia e nunca tinha visto, devia ser tipo a casa do Sirius Black, que fica invisível para quem passa na rua, sabe. Enfim, consegui arrumar um trabalho voluntário de BomBril por lá (leia 1001 utilidades, ou Faz-Tudo).

Trabalhei por tantos dias que até perdi a conta, mas foi mais ou menos uns 8 meses...é, entre idas e vindas, faltas por causa de trabalhos na faculdade e outros compromissos, foi mais ou menos isso.

Foi a melhor experiência que eu pude ter, achei que ia ser difícil as crianças se acostumarem comigo no começo, mas elas me adoraram desde o primeiro dia (sem exageros!), então foi muito fácil trabalhar lá. Minha rotina era basicamente ficar com uma das salas, caso a professora faltasse ou precisasse de ajuda, e alguns dias ficar com a berçarista ajudando na parte dos bebês, dando comida, trocando fraldas e dando mamadeira (minha parte preferida!). Fora isso eu ajudava na parte do recreio (nem tente falar intervalo, eles vão rir da sua cara!) e nas brincadeiras no pátio também.

Mas depois de ter conseguido bastante experiência por lá, eu precisava treinamento com as crianças em seu habitat natural, e foi aí que as sobrinhas do Marcos entraram. Fiquei alguns dias com a Olívia, na época com uns 4 meses, treinando troca de fralda, papinha, brincar e colocar para dormir. Ah, e a hora do banho, como poderia me esquecer! É a hora preferida dela, e devo confessar que eu adorei também. Bebês, no geral, adoram água, então ela ficava super a vontade!


Com as sobrinhas maiores, Luiza e Letícia, a programação era mais dinâmica, pois nessa idade elas parecem ligadas o tempo inteiro no 220! E como riem, nossa, eu não sei como elas não têm cãibra no estômago de tanto rir. Mas isso deve ser bom, sinal que elas gostavam dos passeios. Fomos ao Zoológico, ao Cinema, Festas de amiguinhos delas, e parquinhos, é claro!


O restinho de horas que faltavam eu consegui indo pro English Camp como monitora, e foi ótimo, pois ao mesmo tempo que eu teria experiência com crianças mais velhas e adolescentes, também treinaria o inglês usado no dia-a-dia. Fui alguns finais de semana e nas férias, e posso dizer que é um lugar ótimo para encontrar outros monitores muito legais e se divertir, ao mesmo tempo que temos a responsabilidade de tomar conta dos acampantes.


Depois te ter conseguido as 800 horas (e um pouco mais!), o próximo passo era preencher o Application. Pra quem não sabe, é o que vai ficar disponível para as famílias verem e decidirem, junto com suas fotos e sua carta, se estão interessados, ou não, em você. Tem de tudo um pouco da sua vida, suas vacinas, preferências, porque você decidiu ser uma Au Pair, tem as cartas de referência das crianças que você tomou conta, enfim, é papel pra preencher que não acaba mais.

O bom é que depois de preenchido o Applicatio, não tem muito mais que você precise fazer a não ser esperar alguma família entrar em contato com você. Pra minha sorte isso aconteceu menos de 1 mês depois que meus documentos já estavam na agência em NY.

E a partir daí que realmente começa a parte mais legal, que é conversar com as famílias que aparecerem e ver que cada uma tem seus prós e contras, e você precisa deixar a vergonha de lado pois você certamente terá que conversar, em inglês, claro, por telefone ou skype (que inclui vídeo, isso pode ser bom ou ruim, depende do seu nervosismo) e responder, perguntar também, tudo o que vocês precisam saber um do outro para ver se é um bom match para ambos.

Não quero deixar este post muito longo, então a segunda parte eu termino de escrever essa semana ainda, será que eu já arrumei um match? Será que não? Vocês saberão, aguarde cenas do próximo capítulo!

Beijos pra quem lê, e especialmente para aqueles que me apoiaram desde o começo!